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ABEP-TIC reúne lideranças estaduais em Brasília e fortalece agenda da transformação digital na véspera do SECOP 2026

ROCA, RFDTE e RDAF mobilizaram dirigentes e gestores de todo o país em debates sobre inteligência artificial, cibersegurança, infraestrutura, inovação e contratações públicas

Às vésperas do SECOP 2026, a ABEP-TIC reuniu, nesta terça-feira, 4 de agosto, dirigentes, diretores técnicos e diretores administrativos e financeiros de suas associadas para três importantes encontros da agenda institucional da entidade.

Realizadas no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, a 179ª Reunião Ordinária do Conselho de Associadas, a 153ª Reunião do Fórum de Diretores Técnicos e a 112ª Reunião dos Diretores Administrativos Financeiros antecederam o maior evento de Tecnologia da Informação e Comunicação para a gestão pública do país, que ocorre nos dias 5 e 6 de agosto.

A presença das lideranças estaduais na capital federal para o SECOP possibilitou a realização simultânea das reuniões, ampliando a articulação entre as associadas e promovendo a troca de experiências sobre desafios que atravessam diferentes áreas da gestão pública digital.

Embora tenham enfoques distintos, as três agendas convergiram em um ponto: o avanço tecnológico precisa ser acompanhado por segurança, infraestrutura, capacidade de contratação e cooperação entre os estados.

ROCA fortalece intercâmbio entre dirigentes e mercado

A 179ª ROCA reuniu presidentes e dirigentes das entidades estaduais e públicas de TIC. A programação foi conduzida pelo presidente do Conselho de Associadas da ABEP-TIC, Luiz Fernando Záchia, e pelo presidente executivo da Associação, José Muniz Rebouças.

Para Záchia, a reunião funcionou como um aquecimento estratégico para o SECOP, mas também como um espaço decisivo para que os dirigentes conheçam novas soluções e compartilhem experiências bem-sucedidas.

“A ROCA é o espaço em que os presidentes podem discutir, ouvir os parceiros e fornecedores e conhecer novos produtos colocados à disposição do mercado. O grande ganho está na troca permanente de experiências entre as Prods, os fornecedores e o próprio mercado”, afirmou.

Segundo ele, esse intercâmbio ganha ainda mais relevância no segundo semestre, período em que as instituições já trabalham com os orçamentos definidos e precisam planejar os investimentos necessários até o fim do ano.

“Adquirimos conhecimento para levar aos nossos estados experiências que deram certo. Esse é um dos grandes objetivos da reunião”, acrescentou Záchia.

A programação da ROCA abordou inteligência artificial, soberania digital, cibersegurança, inovação e modernização dos governos. Entre os destaques estiveram as discussões sobre os riscos de interrupção dos serviços prestados ao cidadão, o uso da inteligência artificial em ambientes de produção e a evolução do Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital.

Para o presidente do Conselho de Associadas, a integração entre a ROCA e o SECOP amplia o alcance dos debates.

“O SECOP é o nosso grande momento, em que são realizadas discussões sobre inovação, TIC e inteligência artificial, com a participação das Prods de todo o Brasil e dos parceiros que acompanham o trabalho da Associação.”

Diretores técnicos colocam cidadão no centro da transformação digital

A 153ª RFDTE foi conduzida pela vice-presidente de Tecnologia da ABEP-TIC, Ellen Gera de Brito Moura. O encontro reuniu diretores técnicos das associadas para discutir as bases necessárias à expansão dos serviços públicos digitais.

Inteligência artificial, segurança da informação, conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados e infraestrutura tecnológica estiveram entre os principais temas da reunião.

“A inteligência artificial é a grande tecnologia do momento, mas, junto com ela, precisamos falar sempre de segurança da informação, conformidade com a LGPD e infraestrutura tecnológica para suportar todo o processamento e o armazenamento exigidos pelas soluções digitais”, destacou Ellen Gera.

A vice-presidente chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelas instituições públicas no acesso a equipamentos e estruturas capazes de sustentar o crescimento dos serviços digitais.

“A infraestrutura é um ponto importante a ser debatido porque existe uma grande dificuldade de acesso aos equipamentos. Precisamos olhar para a inteligência artificial, a segurança e a infraestrutura como tecnologias de base”, explicou.

A programação também tratou da proteção da identidade digital, biometria, resiliência de dados, modernização de data centers, soberania tecnológica e gestão de incidentes cibernéticos. Os participantes acompanharam ainda o andamento de grupos de trabalho voltados a cases de sucesso, segurança da informação e apoio ao Índice de Oferta de Serviços Públicos Digitais.

Apesar do caráter técnico das discussões, Ellen reforçou que o objetivo final permanece ligado à qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Além de destacar essas tecnologias de base, nós focamos muito em como elas chegam à frente, ao cidadão. O ponto de partida é sempre a transformação digital do serviço público brasileiro para facilitar a vida do nosso povo.”

RDAF debate caminhos para contratar inovação no setor público

A 112ª RDAF reuniu diretores administrativos e financeiros das associadas e foi conduzida por Diego Ricardo Holler, diretor administrativo e financeiro do CIASC/SC.

A reunião aproximou o debate tecnológico das condições administrativas, financeiras e jurídicas necessárias para transformar projetos em entregas concretas.

De acordo com Holler, um dos principais desafios enfrentados pelas instituições públicas é compatibilizar a velocidade da inovação com os modelos de contratação previstos na legislação.

“Um dos maiores desafios é conseguir conciliar o avanço que a tecnologia nos proporciona com os modelos de contratação que temos. Esses modelos são baseados em legislações que não se atualizam na mesma velocidade da tecnologia”, afirmou.

A agenda incluiu discussões sobre inteligência artificial, licitações de tecnologia, Contrato Público para Solução Inovadora, proteção de dados, identidade digital, sustentabilidade financeira e resiliência das informações.

Para Holler, o fortalecimento da rede formada pelos diretores administrativos e financeiros permite reduzir dificuldades e aproveitar soluções já desenvolvidas por outras instituições.

“Temos buscado fortalecer a relação entre os DAFs das Prods, secretarias, autarquias e fundações para compartilhar experiências, aprendizados e vivências. Assim, quem vai percorrer um caminho já trilhado pode aproveitar aquilo que os outros têm para compartilhar.”

Cooperação entre estados prepara o terreno para o SECOP

Ao reunir os níveis estratégico, técnico e administrativo-financeiro em uma mesma jornada, a ABEP-TIC reforçou a complementaridade entre suas instâncias de governança.

Enquanto os dirigentes discutiram prioridades institucionais e investimentos, os diretores técnicos aprofundaram os desafios relacionados à infraestrutura, à inteligência artificial e à segurança. Já os diretores administrativos e financeiros analisaram como viabilizar a contratação e a sustentação dessas soluções dentro da realidade do setor público.

Os debates iniciados nas três reuniões seguem agora no SECOP 2026, que transforma Brasília, durante dois dias, no principal ponto de encontro brasileiro para discussões sobre inovação, dados, inteligência artificial, governança e transformação digital aplicada à gestão pública.

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